Acidente envolvendo moto de aplicativo levanta questões sobre segurança dos motoristas

A crescente popularidade dos serviços de transporte remunerado de passageiros por motocicletas, como Uber Moto e 99 Moto, trouxe à tona o alto perigo inerente a esse modal, que tem engrossado as estatísticas de mortos e feridos no trânsito brasileiro. O cenário de risco ganhou contornos trágicos no último sábado (13/12), na Região Metropolitana do Recife, onde uma passageira de aplicativo, Rayane Gomes Matos das Chagas, de 30 anos, perdeu a vida em um violento sinistro de trânsito.

Tragédia com moto por aplicativo exige debate sobre segurança da categoria

O incidente ocorreu na Avenida Cláudio Gueiros Leite, em Paulista, no Grande Recife, enquanto Rayane voltava de uma confraternização. A colisão fatal envolveu a moto por aplicativo e um carro de passeio. Segundo relatos e imagens, o veículo tentou realizar uma conversão à esquerda abruptamente em uma via de mão dupla, sendo atingido em cheio pela motocicleta.

Apesar de o condutor do carro ser apontado como o responsável direto pela colisão, a fatalidade ressalta o alto custo do risco que envolve o transporte de passageiros em motos. A vítima e o motociclista acabaram pagando o preço mais alto pela periculosidade desse serviço, que foi liberado no país sem regulamentação clara e com uma omissão generalizada do poder público, especialmente das prefeituras.

Com o impacto, tanto Rayane quanto o motociclista foram arremessados. Imagens mostram a passageira sendo lançada ao alto, e seu capacete se soltou – levantando dúvidas se estava corretamente afivelado. Rayane sofreu uma fratura exposta na perna, mas o golpe fatal foi na cabeça, resultando em morte no local.

O motociclista foi socorrido com uma fratura na perna, enquanto o motorista do carro foi conduzido à delegacia para prestar depoimento e liberado.

Estatísticas Alarmantes na Metrópole

O caso de Rayane reforça um panorama já crítico no Grande Recife. Dados recentes do SAMU Metropolitano do Recife revelam que o envolvimento de motocicletas em sinistros de trânsito é esmagador: nove em cada dez atendimentos realizados pelo serviço na região envolvem ocupantes de motos.

Este cenário de mortalidade e lesões tem levado especialistas e órgãos como o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) a alertarem sobre a explosão da mortalidade por motocicletas no Brasil e a questionarem a própria regulamentação dos motoapps. Enquanto isso, a dor da perda recai sobre a família da vítima. Fábia Gomes, mãe de Rayane, que deixou uma filha de 13 anos, clama por justiça para o motorista do carro.

O sinistro de trânsito está sendo investigado pela Polícia Civil de Pernambuco. A tragédia, no entanto, coloca em xeque a ausência de regras mínimas de segurança e a fiscalização desse modal que, embora ofereça agilidade e preços baixos, tem cobrado um preço altíssimo em vidas.

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