Creta 1.0 fica para trás e é ultrapassado por Fastback e SUV da Nissan.

O Hyundai Creta 1.0 TGDi entrou na briga dos SUVs compactos com proposta equilibrada, focando em conforto, tecnologia e motor turbo.

No papel, a ideia é competir com rivais diretos como o Nissan Kicks e o Fiat Fastback, que já têm presença forte no mercado.

Na prática, porém, o desempenho do Creta 1.0 turbo ficou abaixo do esperado. E isso aparece tanto nos números quanto na condução do dia a dia.

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Resultados mostram desvantagem clara do Creta

Nos testes de aceleração, o Creta acabou ficando atrás dos principais rivais.

No zero a 100 km/h:

  • Creta 1.0 turbo: 12,1 segundos
  • Nissan Kicks: 11,3 segundos
  • Fiat Fastback: 9,4 segundos

A diferença é evidente, principalmente em relação ao Fastback, que abre vantagem considerável.

Retomadas e uso urbano expõem limitações do Creta

No uso diário, o comportamento do Creta reforça essa desvantagem.

Em situações como:

  • Ultrapassagens
  • Veículo carregado
  • Trânsito com para e anda

O motorista precisa recorrer com frequência às reduções do câmbio automático de seis marchas.

Isso acontece porque a calibração prioriza conforto. Como consequência:

  • As respostas são mais lentas
  • Há delay nas saídas de semáforo
  • Falta agilidade em retomadas

Consumo também não compensa no Creta

Outro ponto que chama atenção é o consumo.

Nos testes, com gasolina e ar-condicionado ligado:

  • Cidade: 9 km/l
  • Estrada: 14,7 km/l

Na cidade, o resultado é baixo até mesmo quando comparado a SUVs maiores, como o Renegade.

Isso ocorre porque o motor 1.0 turbo trabalha em rotações mais altas para entregar desempenho, o que aumenta o consumo em uso urbano.

Acabamento do Creta fica abaixo da proposta da montadora

Na versão Limited, o interior também levanta questionamentos.

Apesar de boa montagem, o modelo apresenta:

  • Uso excessivo de plásticos rígidos
  • Falta de superfícies emborrachadas
  • Acabamento simples para a faixa de preço

Em alguns pontos, o acabamento lembra modelos mais básicos da própria marca, o que destoa de um SUV acima de R$ 170 mil.

O Creta 1.0 turbo entrega conforto e tecnologia, mas fica devendo em desempenho e eficiência. Nos testes, perde com folga para rivais diretos e, no dia a dia, exige mais do que deveria de um motor turbo moderno.

Para quem prioriza agilidade e respostas rápidas, os números deixam claro: há opções mais equilibradas dentro do segmento.

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