Baixa demanda: apenas 47 unidades do Hatch da Renault são comercializadas, indicando falha na estratégia de preço de R$ 99.000

Baixar preço sempre foi uma estratégia de ouro no marketing automotivo.

Ao longo dos anos, descontos agressivos ajudaram montadoras a girar estoque, ganhar volume e atrair consumidores rapidamente.

Mas o mercado atual mostra que isso já não funciona da mesma forma.

Em alguns casos, reduzir o valor não só deixa de impulsionar as vendas, como também expõe limitações do produto.

E um hatch específico vendido no Brasil em 2026 é a prova mais clara disso.

A seguir, o Garagem360 explica melhor esse cenário. Acompanhe!

Mercado de hatches segue aquecido

O segmento de hatches compactos e subcompactos continua forte no país.

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Em fevereiro, foram 46.151 unidades vendidas, contra 34.644 em janeiro, mostrando crescimento consistente na demanda.

Na liderança aparece o Volkswagen Polo, com 7.517 unidades, seguido por:

  • Fiat Mobi — 6.560 unidades
  • Fiat Argo — 6.478 unidades
  • Chevrolet Onix — 6.450 unidades
  • Renault Kwid — 5.194 unidades
  • Hyundai HB20 — 5.124 unidades

O BYD Dolphin Mini também chama atenção, com 4.874 unidades, sendo o carro mais vendido no varejo.

Com esse cenário positivo, diversos modelos conseguem bons números.

Mas há uma exceção.

Hatch da Renault tem vendas quase invisíveis

Enquanto os hatches tradicionais vendem milhares de unidades, o Renault Kwid E-Tech segue no caminho oposto.

Interior do Kwid E-Tech – Foto: divulgação

Em fevereiro de 2026, o modelo registrou apenas 47 unidades vendidas.

No mês anterior, havia feito 87 unidades, o que já era baixo. Ou seja, o carro não só vende pouco, como ainda apresentou queda.

A situação é tão curiosa que muitos consumidores começaram a questionar se o modelo ainda está disponível no Brasil.

E está.

Mesmo com baixo desempenho, o elétrico segue sendo vendido normalmente pela marca.

Preço baixo não garantiu resultado

O ponto mais interessante dessa história é justamente o posicionamento do modelo.

O Kwid E-Tech é hoje o carro elétrico mais barato do Brasil, com preço na casa de R$ 99.990.

Porta-malas do Kwid E-Tech – Foto: divulgação

BYD mostra que preço não é tudo

Enquanto isso, o mercado mostra um comportamento completamente diferente com outros modelos.

O BYD Dolphin Mini, por exemplo, domina o segmento mesmo sendo mais caro.

Ranking dos elétricos:

  • 1º BYD Dolphin Mini — 4.874 unidades (56,07%)
  • 2º BYD Dolphin — 1.193 unidades (13,72%)
  • 3º BYD Yuan — 545 unidades (6,27%)
  • 4º GM Captiva — 233 unidades (2,68%)

O Dolphin Mini custa entre R$ 118.990 e R$ 119.990, mas entrega mais:

Em janeiro, BYD emplacou quase 10 mil veículos | Foto: Divulgação (BYD)

  • Motor de 75 cv e 135 Nm
  • Autonomia de até 280 km (PBEV)

Ou seja, o consumidor está disposto a pagar mais por um pacote melhor.

Acabamento simples pesa contra o modelo da Renault

Um dos principais problemas do Kwid E-Tech está no acabamento.

Mesmo sendo um carro de proposta acessível, o interior é considerado simples demais.

Design externo do Kwid E-Tech – Foto divulgação

Espaço interno limitado também afeta

Outro ponto que pesa é o espaço interno.

O entre-eixos de 2,42 metros é aceitável, mas a largura de 1,57 metro deixa o carro apertado.

Mesmo nos bancos dianteiros, o conforto pode ser limitado em trajetos mais longos.

Esse problema já existia na versão a combustão e foi mantido no elétrico.

SUV da Toyota também sofre igual ao modelo da Renault

Além do Kwid, o mercado automotivo também acompanha o baixo desempenho do Toyota RAV4.

Para se ter uma ideia, vendeu menos de 300 unidades em fevereiro e vem amargando posições inferiores no ranking dos SUVs mais vendidos do Brasil.

Também explicamos os motivos pelos quais ele não tem agradado o mercado brasileiro. Vale a pena conferir!

E para você, será que o carro da Renault terá forças para reagir? Comente e compartilhe a sua opinião com outros leitores do Garagem360.